Partido dos Trabalhadores

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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

LULA - O FILHO DE DONA LINDU



Ricardo Stuckert
Até mesmo os adversários políticos do Lula ou aqueles que por força de uma restrita visão de mundo o discriminam ou ainda outros que temem a sua extraordinária capacidade de liderança certamente reconhecem a extraordinária força de vontade, energia e resiliência do retirante nordestino, depois metalúrgico e sindicalista, mais adiante Presidente e agora ocupante dos corações e mentes de milhões de brasileiros.
Gostem ou não, Lula é um fenômeno a ser estudado sob as mais diversas disciplinas e métodos de pesquisa e possivelmente, ainda assim, permanecerá como uma singularidade (no sentido daquilo que está além da nossa capacidade de cognição ou de previsibilidade).
Contudo, antes de vê-lo como um mito é preciso atentar para os valores que o movem como ser humano, suas origens e alcance.
Antes de ser o filho do Brasil, Lula é filho de Dona Lindu, mulher de fibra e tenacidade temperadas pelas agruras e desafios da vida cercada de pobreza extrema, além das limitações decorrentes da condição feminina, em especial consideradas a época e a trajetória de retirante nordestina.
Eurídice Ferreira de Melo, a dona Lindu, assumiu como missão em vida a criação dos seus oito filhos de maneira digna, procurando no exemplo do cotidiano nortear a existência da prole.
A epopeia teve início quando por 13 dias, Dona Lindu e a família atravessam o País em um caminhão de pau-de-arara, rumo ao 'Sul Maravilha'. O destino final: Santos, no litoral paulista.
Dona Lindu constitui, de fato, um símbolo desse tipo de mulher que, apesar de todas as dificuldades e sem o apoio de marido, não se rende à miséria e estimula nos filhos valores como o trabalho e o saber.
Ela é dessas heroínas que merecem todos os tributos - é improvável que o Lula analfabeto até os 10 anos de idade viesse a ser o Lula presidente sem esse exemplo.
A profunda ligação de Lula com sua mãe, o amor a ela demonstrado faz parte dos relatos de quem conviveu com a família e até do filme "Lula, O Filho do Brasil", obra que agora aqueles que buscam desesperadamente o seu impedimento em 2018 procuram obscurecer.
Na prática a influência materna materializou ações do Lula Presidente.
Já no início do seu primeiro mandato, em 2003, ele criou a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), órgão essencial para a eliminação das desigualdades de gênero.
Três anos depois, sancionaria a Lei Maria da Penha em resposta também a uma histórica reivindicação de movimentos feministas para a implementação de um instrumento legal que assegurasse direitos e a defesa de vítimas de violência doméstica e familiar.
Mas essa não seria a única influência de Dona Lindu no futuro presidente do Brasil. Analfabeta, a nordestina fazia questão que seus filhos estudassem. Mais tarde, incentivaria Lula a se inscrever no curso profissionalizante do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Talvez por isso o filho da analfabeta Dona Lindu seja hoje o presidente que mais construiu universidades e escolas técnicas na história do Brasil. E que mais levou filhos de operários e empregadas domésticas aos bancos universitários.
Lula teve o privilégio de conviver com mulheres fortes e são palavras dele: "se existiram duas pessoas absolutamente fundamentais para que eu pudesse me tornar o metalúrgico, o dirigente sindical e o presidente da República que fui, essas duas pessoas foram Dona Lindu, minha mãe, e Marisa, mãe dos meus filhos. Duas mulheres de luta que tinham em comum a garra e a fortaleza".
E prosseguiu afirmando: "minha mãe simboliza dignidade, comportamento ético. A ideia de que não basta ser pobre, miserável, para ser bandido. Ela sempre foi uma alentadora de esperanças, não desanimava nunca. Não lembro de tê-la visto de mau-humor. Mesmo nas situações mais complicadas, tinha esperança. Isso foi o que sempre inspirou a minha vida. Acreditar que a gente sempre podia fazer mais, conquistar um espaço maior".
Agora diante de mais um obstáculo que para as pessoas comuns seria intransponível – a autêntica caçada promovida por setores que não aceitam um mundo melhor e para isso se utilizam de todos os meios classicamente usados contra a Democracia, Lula certamente tem na mente a principal lição de Dona Lindu – tem que teimar!
Somos todos Dona Lindu, somos todos Dona Marisa, somos todos Lula!
Por um Brasil mais justo e fraterno!

sábado, 16 de dezembro de 2017

CARAVANA DA CIDADANIA NO SUDESTE



Como na região Nordeste, na sua 1ª viagem dessa 6ª caravana, na sua 2ª viagem, na região Sudeste, Lula é “o cara” a despertar o esperançar de cada um de nós, bem como a motivação para superação das diversas malezas sociais brasileiras, dentre elas, a enorme e vergonhosa desigualdade social.

Aqui, em São Sebastião, na região Agreste de Alagoas, presenciamos algo triste. O prefeito Zé Pacheco mandou apagar as luzes dos postes da entrada cidade pela AL-110, como o objetivo de a população não ir ver o Lula passar, no trajeto da 6ª caravana, entre Penedo e Arapiraca.

De todas as pequenezas praticadas nessa terra da “Renda de Bilro” por suas 5 gestões, essa, com certeza, foi a maior desatitude de todas as demais realizadas. 

No entanto, a população que ali esteve pôde constatar o tamanho do absurdo. Inclusive, pessoas aliadas do Prefeito. Claro, a gestão nega tudo, até de “pés juntos”, mas o pagão praticado até esse momento não foi explicado.

Mas as baterias e as forças da resistência são sempre recarregadas. 

Quando a caravana fazia a sua passagem pelo Rio de Janeiro, capital, em algum dos momentos a energia e a sinergia surgiram como as luzes de cada dia e de cada luar.

Para se certificar dessa capacidade de resiliência, leia o texto e ouça o vídeo a seguir e tire as suas próprias conclusões.

Por fim, obrigado, Márcia – a Tiburi – até porque sempre leio você na Cult.

Márcia Tiburi a Lula: “Já te odiei tanto e hoje te amo tanto”. Veja aqui o vídeo
 “Eu quero prestar o meu apoio à candidatura do Lula à presidência, por perceber que essa candidatura representa a esperança mais concreta, mais real e mais definitiva neste momento em que experimentamos uma profunda dor política em relação ao golpe”, disse.

https://youtu.be/UyGQt3SkhgI
No encerramento da Caravana, neste final de semana, no Rio de Janeiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou uma declaração de ódio e amor da artista plástica, professora de filosofia e escritora Márcia Tiburi, além é claro, do apoio para a sua candidatura em 2018.
“Eu quero prestar o meu apoio à candidatura do Lula à presidência, por perceber que essa candidatura representa a esperança mais concreta, mais real e mais definitiva neste momento em que experimentamos uma profunda dor política em relação ao golpe”, disse.
A seguir, ela faz uma declaração: “Lula, eu já te odiei tanto, e agora eu te amo tanto”. Diante dos aplausos e sorrisos, ela afirmou que “Lula é uma figura que levou o seu legado de classe para o processo político. Ele consegue produzir na população brasileira, que ultrapassa a vergonha do seu legado de classe, um profundo amor contra o ressentimento”.
Ao entrar na questão política propriamente dita, Márcia Tiburi disse que foi filiada ao PSOL e que “com esse partido eu aprendi que a gente precisa de um partido feminista. Me desfiliei do PSOL por não ver nele essa potência, e fico namorando o PT e quem sabe lá a gente consiga fazer do PT um partido feminista”.
Em seguida, ela se dirige diretamente a Lula e diz: “Eu aprendi a reconhecer na dor a partir da qual você fala, a minha própria. E também aprendi a reconhecer, na alegria com que você se expressa, a minha própria. Nós precisamos ultrapassar esse estado pós-democrático, em que os direitos básicos, fundamentais, os direitos trabalhistas têm sido aniquilados”.
No final, ela pede para Lula, quando se tornar presidente novamente, não esquecer dos povos originários do Brasil, os povos indígenas, da questão racial e não esquecer também das mulheres, “pois as mulheres sofrem demais, as mulheres todas são trabalhadoras. A gente não pode pensar hoje em feminismo que não seja trabalhista. Você nasce mulher e já está condenada a ser trabalhadora e, o pior, escravizada”, encerrou.
https://www.revistaforum.com.br/2017/12/11/marcia-tiburi-lula-ja-te-odiei-tanto-e-hoje-te-amo-tanto-veja-aqui-o-video/?utm_source=social_monitor&utm_medium=widget_vertical