Partido dos Trabalhadores

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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Transparência - PARTICIPAÇÃO SOCIAL NO FUTURO GOVERNO

 LULA

Ou Lula4, a partir de 1º de janeiro de 2027.




O PLANO DE GOVERNO LULA 4 E A PARTICIPAÇÃO SOCIAL

Lançado recentemente, o Plano de Governo Lula 4, intitulado “Diretrizes para o programa de transformação do Brasil: um país soberano, democrático, desenvolvido, sustentável e criativo”, tem 84 páginas e está organizado em 13 diretrizes, diferente do formato com 121 do plano anterior.

A imprensa destacou que, enquanto em 2022 a narrativa era de “reconstrução” diante do desmonte herdado da extrema-direita, agora o tom é de consolidação do legado do terceiro mandato, e de que “o Brasil está pronto pra mais”, como afirma o slogan da campanha à reeleição. E mais: a primeira diretriz anunciada logo na abertura do programa é “Fortalecer a Democracia, a Participação Social e Modernizar o Estado”.

A escolha reforça uma premissa lembrada por Sebastião Salgado na obra “Da minha terra à Terra”: as memórias da infância no Vale do Rio Doce, onde “ninguém era rico, ninguém era pobre” e de como as necessidades da vida eram supridas pelo trabalho compartilhado, evocam a força da vida comunitária contra as imposições autoritárias. 

É essa mesma convicção, de que o poder se constrói na participação coletiva, que atravessa o plano de governo que o presidente Lula e sua coligação apresentam para o próximo mandato.

O que isso significa na prática? O Plano de Governo Lula 4 parte da constatação de que a democracia brasileira, para ser efetiva, precisa superar a dissociação entre a representação política e a composição real da sociedade. E, para isso, para além de realizar eleições a cada quatro anos, é preciso que o povo esteja presente nos momentos em que as políticas públicas são desenhadas, executadas e avaliadas.

Por isso, o governo Lula 3 recriou os conselhos de políticas públicas, retomou as conferências nacionais (foram 28 conferências realizadas desde 2023, sendo que o presidente esteve presente na maioria delas), instituiu o Sistema de Participação Social, lançou o Plano Plurianual 2024-2027 Participativo, criou a Plataforma Brasil Participativo para fortalecer a participação digital, dentre outras medidas.

O plano de governo para o próximo mandato promete mais e quer continuar realizando conferências para implementar e aprimorar as políticas e programas federais; quer que o Plano Plurianual 2028-2031 seja ainda mais participativo do que o atual, que já foi o mais participativo da história, com plenárias em todos os estados e na maioria dos municípios, participação digital na plataforma Brasil Participativo e mais de 1,4 milhão de participantes em todo o país.

A participação social no Plano de Governo Lula 4 é pensada como um mecanismo permanente de controle e incidência sobre o orçamento público, pois o documento propõe enfrentar uma distorção grave: as emendas parlamentares, que em 2026 somaram R$ 50 bilhões, ou seja, cerca de um quinto dos recursos discricionários do Executivo. 

O plano defende que esse tema seja debatido com a sociedade. Além disso, o governo pretende avançar na regulação democrática das redes sociais e das plataformas digitais para impedir a disseminação de desinformação e campanhas de ódio.

Na esteira da transformação digital, propõe a criação de um Conselho Nacional pela Soberania Digital, com participação da sociedade. Assim, a participação social perpassa todas as temáticas: orçamento, regulação de tecnologias, educação, saúde, cultura, meio ambiente, proteção animal, soberania e segurança pública. Um programa que olha para o futuro, pois, como afirmou o Presidente Lula: “O que nos move são os sonhos do povo brasileiro”.

Não se pode esquecer, no entanto, que a participação social no Brasil sempre foi alvo de ataques e distorções, como ocorreu em fevereiro de 2023, quando o governo Lula 3 publicou o Decreto nº 11.407, que instituiu o Sistema de Participação Social, e uma fake news viralizou nas redes sociais afirmando que o governo “vai decidir quem é o dono da propriedade do que você tem”.

Na ocasião, o Estadão checou a informação e demonstrou que o decreto não menciona a propriedade privada uma única vez; o documento apenas regula a participação da sociedade civil na formulação de políticas públicas. A fake news, porém, circulou como se fosse verdade, revelando o quanto a participação social ainda é tratada com desconfiança por setores que preferem um Estado elitista, no qual as decisões são tomadas sem a opinião da população.

O plano de governo Lula 4 enfrenta essa desconfiança e desonestidade intelectual de frente ao afirmar que quer “um país em que o poder seja exercido pelo povo, por meio de representantes eleitos e da participação social”, e que o diálogo e a liberdade de opinião são condições para o fortalecimento do debate democrático.

A participação social é o meio pelo qual a sociedade pode influenciar as decisões que afetam sua vida. Por isso, o plano de governo Lula 4 entende que, para que essa influência seja real, é preciso modernizar o Estado ao torná-lo mais ágil, mais transparente e mais próximo das pessoas.

Nesse sentido, o documento anuncia a continuidade da maior reestruturação na gestão de pessoas do governo federal nas últimas três décadas, a retomada do diálogo com os servidores por meio da Mesa Nacional de Negociação Permanente e a aposta em serviços públicos digitais personalizados, com a expansão da plataforma Gov.br, que já reúne mais de 5 mil serviços.

O plano também prevê uma Política Nacional de Letramento Digital para capacitar cidadãos de todas as idades a navegar criticamente na rede, combater a desinformação e proteger sua privacidade. Portanto, a participação social no século XXI não pode prescindir do domínio das ferramentas digitais, e o Estado precisa estar preparado para oferecer essas ferramentas a todos, e não apenas a uma elite conectada.

Sebastião Salgado, ao descrever sua convivência com o povo indígena “Zo’é”, do norte do Pará, ficou impressionado com o fato de que eles “não conhecem a violência, nenhum tipo de briga” e “ignoram a mentira”.

Quando há um mal-entendido, os dois oponentes sobem num tronco de árvore, cada um de um lado, e a comunidade se coloca atrás deles; cada um expõe seus argumentos e alguém do grupo imediatamente corrige ou modera o que foi dito, até que o mal-entendido se transforma em entendimento e dá origem a uma festa de reconciliação.

Essa imagem de uma comunidade que resolve seus conflitos pelo diálogo, e não pela imposição ou pela força, pode parecer distante da complexidade de um país continental como o Brasil. Mas ela ilumina o princípio que orienta o plano de governo Lula 4: a democracia não se sustenta sem a participação ativa daqueles que são afetados pelas decisões do Estado.

E, como Sebastião Salgado também lembra, “quando damos, recebemos em dobro. Quem não dá nada não recebe nada”. A participação social é, antes de tudo, um exercício de dar: de dar tempo, de dar voz, de dar escuta, para receber, em troca, um país mais justo, mais democrático, mais soberano e mais humano.

O plano de governo Lula 4 é um convite para que cada brasileiro e cada brasileira ocupem o lugar que lhes cabe na construção desse país. E esse país, depois de tudo o que já construímos juntos, “está pronto pra mais”!

Texto de: Marcelo Pires Mendonça - Professor da rede pública de ensino do DF(Distrito Federal) e especialista em Direitos Humanos

Publicado em: https://www.brasil247.com/blog/o-plano-de-governo-lula-4-e-a-participacao-social/


sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Aniversariante: EDIMILSON MENDES CAVALCANTE


PARABÉNS PRÁ VOCÊ!

    

NESSA DATA SUA ANIVERSARIANTE, ESTE PARTIDO DAS TRABALHADORAS E DOS TRABALHADORES PARABENIZA O SEU FILIADO EDMILSON MENDES CAVALCANTE PELA PASSAGEM DE SEU ANIVERSÁRIO NESSA 2º SEXTA-FEIRA, DESSE AGOSTO LILÁS.

PARA O PT SÃO-SEBASTIÃOENSE É UMA GRANDE HONRA TER VOCÊ, “BOCÃO”, COMO UM FILIADO NESSA 49ª ZONA ELEITORAL.

EDMILSON MENDES, FELIZ ANIVERSÁRIO PRÁ VOCÊ!

SAÚDE E PAZ!

Assinado: a Diretoria do PT

domingo, 9 de agosto de 2026

PAIS E MÃES-PAI

 SAÚDE E PAZ

Com minhas 4 primas, homenageamos a minha Mãe-Pai e a Tia delas.

E MUITAS FELICIDADES!

ESTES SÃO OS DESEJOS DESTE PARTIDO DAS TRABALHADORAS E DOS TRABALHADORES SÃO-SEBASTIÃOENSES.

 

NESTES TEMPOS EM QUE EXISTEM MUITOS PAIS-MÃE E MAIS AINDA MÃES-PAI, E PAIS, ESTE PARTIDO DAS TRABALHADORAS E DOS TRABALHADORES DESEJA QUE AS GRAÇAS DO CÉU RECAIAM SOBRE TODOS E TODAS, PAIS, PAIS-MÃE E MÃES-PAI. 

 

1º Neto - Pedro Bomfim

NESSA DATA DAS MAIS IMPORTANTES PARA AS FAMÍLIAS BRASILEIRAS – O DIA DOS PAIS E O DIA DAS MÃES-PAI – O PT REAFIRMA QUE CONTINUARÁ NA LUTA POR MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA PARA TODOS OS PAIS E TODAS AS MÃES-PAI, COMO FORMA DE PROPORCIONAR VIDA DIGNA E FELICIDADES ÀS FAMÍLIAS SÃO-SEBASTIÃOENSES.

 

PAPAIS E MAMÃES-PAI,

 

ONDE E AONDE ESTIVEREM, SAÚDE E PAZ, SÃO AS CONSTRUTORAS DAS VOSSAS FELICIDADES!

 

Assinado: Diretoria do Partido das Trabalhadoras e dos Trabalhadores

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

LEI MARIA DA PENHA E SEUS

 20 ANOS DE EXISTÊNCIA

Nessa data, 07-08-2026, essa Lei Maria da Penha faz seus 20 anos de aprovação, sanção, promulgação e publicação.

Aniversaria!

Por tudo isso, já se percebe que ela não é algo de poucas lutas.

Ao contrário, é o resultado de muitas violências contra as mulheres e meninas, sofrimentos e lutas diversas.

Por conseguinte, assista e leia os conteúdos a seguir que você ficará bem informada ou informado.

É só clicar nos endereços virtuais:

>O que explica o recorde de feminicídios no Brasil? - VÍDEO

>Pacto Brasil contra o Feminicídio protegeu 39 mil mulheres, diz Estudo que fala sobre a Operação Mulher Segura

 

>https://www.youtube.com/playlist?list=PLGA5ByQlQm0DSuna66VPHcjIyI18iSSB3 – SEMINÁRIO: 20 ANOS DA LEI MARIA DA PENHA

 

>Entrevista | Pix Pensão: mecanismo garante pagamento de pensão alimentícia | Conexão Senado 6/8/26 – PIX PENSÃO – VÍDEO

 

>https://www.brasil247.com/brasil/o-feminicidio-e-o-final-do-problema-precisamos-combater-a-raiz-da-violencia-contra-a-mulher-diz-maria-arraes/

 

>Entrevista | Operação Mulher Segura combate violência no Brasil | Conexão Senado 4/8/26 - YouTube – VÍDEO


domingo, 2 de agosto de 2026

'O feminicídio é o final do problema'

 


precisamos combater a raiz da violência contra a mulher”, diz Maria Arraes


https://www.brasil247.com/brasil/o-feminicidio-e-o-final-do-problema-precisamos-combater-a-raiz-da-violencia-contra-a-mulher-diz-maria-arraes/


terça-feira, 28 de julho de 2026

FAMILIAR É A AGRICULTURA QUE ALIMENTA 67 PESSOAS EM CADA 100 DELAS NOS

CAMPOS BRASILEIROS

Daí uma das melhores obras da literatura nacional, o majestoso livro "Olhai os Lírios do Campo", do saudoso gaúcho Érico Lopes Veríssimo, um dos mais importantes romancistas brasileiros do Século XX, ser instrumento de homenagem a esse Dia das Agricultoras e dos Agricultores, realertando a você, leitora ou leitor, que a Agricultura Familiar também está em 77 de cada 100 propriedades ou empreendimentos rurais.

Olhai os Lírios do Campo foi escrito e publicado no fim da República Velha ou do final da década de XXX (30) do Século XX, quando a população brasileira, em sua grande maioria, ainda vivia, convivia e sobrevivia nestes vastos 'campos', de Sul, em Arroio Chuí, no Rio Grande do Sul, a Norte, na nascente do Rio Ailã, no Uiramutã, em Roraima; e no extremo Oeste, da nascente do Rio Moa, em Mâncio Lima, no Acre, a Leste, em Ilha do Sul, Arquipélago de Martim Vaz, no Vitória, no Espírito Santo. 

Apesar dessas majestades, que não são sabiás, as suas 67 e as suas 77 criaturas, praticamente, nada abocanhavam dos dinheiros ou milhões nacionais, que ficavam em maioríssimos montantes com o Agro, ‘negócio’, que deveria ser realmente “pop”.

Porém, nos governos do PT e de seus aliados, esses dinheiros para custeio e financiamento da Agricultura Familiar foram aumentados para cerca de R$89 bilhões, ante os cerca R$525,1 bilhões para o agronegócio. 

Observou de o porquê pouca gente do Agro está pop e milhões de pessoas da nossa alimentação continuarem nos aperreios, apesar das melhorias conquistadas?

No entanto, além desse dia das agricultoras e dos agricultores, na semana passada ou em 25 de Julho das Pretas ou Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, e, mais ainda, da nossa Tereza de Benquela, a data de 25 de julho também é Dia Internacional da Agricultura Familiar, que nos alimenta longe dos escassos aplausos, até de quem come.

Porém, a seguir, você lerá um excelente texto da Secretária Agrária Nacional do PT, Rose Rodrigues, sobre a celebração da data da Agricultura Familiar:

‘Celebrar a agricultura familiar é celebrar quem alimenta o Brasil’

Agricultura familiar responde por 77% de todos os estabelecimentos rurais do Brasil e emprega 67% de todas as pessoas que trabalham no campo

Antes de chegar ao prato, o alimento passou pela mão de alguém. O café que abre a manhã, o feijão que atravessa o almoço de norte a sul, a mandioca que aparece em cem formas diferentes na mesa brasileira: boa parte disso nasceu na roça de uma família. Não numa lavoura imensa voltada para o porto e para a exportação, mas num pedaço de terra onde o trabalho, a comida e a vida acontecem no mesmo lugar.

É para essa gente que o 25 de julho, Dia Internacional da Agricultura Familiar, existe e precisa ser reconhecido. Gente que sustentou por décadas a segurança alimentar do país longe dos holofotes, quase sempre sem crédito, sem estrada e sem o reconhecimento que merecia.

Celebrar a agricultura familiar não é fazer elogio ao campo. É afirmar um projeto de país que se decide pela comida na mesa, pela inclusão de quem sempre foi deixado de fora e pelo cuidado com a terra que herdamos.

O paradoxo que sustenta o país

Os números contam uma história que parece impossível. Segundo o Censo Agropecuário do IBGE, a agricultura familiar responde por 77% de todos os estabelecimentos rurais do Brasil. Quase quatro milhões de propriedades. E, no entanto, ocupa apenas 23% da terra agrícola do país. Três em cada quatro produtores dividem entre si menos de um quarto do território produtivo, enquanto uma minoria de grandes proprietários controla o resto.

Com tão pouca terra, seria de esperar que produzisse pouco. Acontece o contrário. A agricultura familiar emprega 67% de todas as pessoas que trabalham no campo brasileiro, mais de dez milhões de trabalhadores e trabalhadoras. E lidera a produção dos alimentos que efetivamente compõem a dieta do país: 80% da mandioca, quase metade do café e da banana, uma fatia enorme do leite, do feijão, das frutas e das hortaliças que abastecem feiras, mercados e escolas.

Aqui é preciso honestidade, porque ela fortalece o argumento em vez de enfraquecê-lo. A agricultura familiar não responde pela maior parte do valor da produção agropecuária. Esse valor é puxado pela soja, pelo milho e pela carne que seguem para fora.

O que a agricultura familiar domina não é a planilha da exportação, é a mesa do brasileiro. Produzir, afinal, não é só gerar divisa. Produzir também é garantir comida no prato, renda no interior e dignidade para milhões de famílias que, sem esse chão, migrariam para a periferia das grandes cidades.

Resta então a pergunta: como um setor com tão pouca terra consegue sustentar tanto?

Um modo de produzir, não apenas um setor

A resposta começa no jeito como essa agricultura funciona. Onde a monocultura aposta tudo numa só cultura, a agricultura familiar diversifica: planta muitas coisas no mesmo espaço, aproveita o que a propriedade oferece, encurta a distância entre quem produz e quem come. Esse desenho, que a Embrapa reconhece como presente em todos os biomas brasileiros, aproxima naturalmente a agricultura familiar dos princípios da agroecologia.

E isso deixou de ser detalhe romântico para virar questão estratégica. Num tempo de emergência climática, sistemas diversificados são mais resistentes à seca, à cheia e à quebra de safra do que grandes áreas de cultura única. A agricultura familiar presta serviços que nenhum balanço contabiliza: cuida da água, mantém os polinizadores, protege o solo, guarda a biodiversidade.

Não por acaso a ONU declarou 2019 a 2028 a Década da Agricultura Familiar, reconhecendo que fortalecer esse modelo é parte da resposta global à crise do clima e da fome. O Brasil não está seguindo uma moda. Está redescobrindo uma vocação.

Isso tem rosto, tem nome e tem história

Por trás dos números há pessoas concretas. A agricultura familiar é feita de assentados da reforma agrária, de comunidades quilombolas e indígenas, de ribeirinhos e extrativistas, das mulheres que hoje são maioria no acesso ao microcrédito rural e da juventude que decide ficar no campo em vez de abandoná-lo. Democratizar o acesso à terra e ao crédito é o que transforma essa gente de estatística em protagonista.

E é aqui que a história fica clara, porque nada disso aconteceu por acaso. São essas famílias que acessam o Pronaf, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, que completou trinta anos em 2025. São elas que fornecem para a merenda das escolas pelo PNAE e que vendem para o poder público pelo PAA, o Programa de Aquisição de Alimentos. Quando essas políticas funcionam, o país come. Quando são desmontadas, o país passa fome. Não é retórica, é experiência vivida.

O Brasil já saiu do Mapa da Fome da ONU em 2014, depois de mais de uma década de investimento em agricultura familiar e proteção social. A partir de 2016, com o desmonte desses programas, o país retrocedeu e voltou ao Mapa da Fome, com mais de dez milhões de brasileiros sem ter o que comer. Foi preciso reconstruir. O PAA, que chegou a ter apenas dois milhões de reais em 2022, foi retomado com quinhentos milhões. O PNAE teve a compra obrigatória da agricultura familiar ampliada de 30% para 45%. O Plano Safra da Agricultura Familiar alcançou o recorde de 89 bilhões de reais em 2025 e 2026. E o resultado veio: em 2025 o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome, e o relatório da FAO divulgado neste mês de julho de 2026 confirmou o país fora dele, com a dieta saudável mais barata da América Latina.

O experimento foi feito duas vezes, com o mesmo resultado. Onde há política de apoio a quem planta comida, a fome recua. Onde ela é abandonada, a fome volta. Vale reconhecer, sem idealização, que o setor é desigual por dentro: convivem nele produtores já estruturados e famílias que ainda produzem quase só para o próprio sustento. Justamente por isso as políticas precisam ser diferentes para cada realidade, e não desaparecer para todas.

O futuro que se planta agora

Volto à mesa onde este texto começou. O mesmo café, o mesmo feijão, a mesma mandioca de sempre, carregam agora um significado que talvez passasse despercebido. Cada um deles é resultado de uma escolha coletiva sobre que país queremos ser. Um país que só sabe exportar commodity, ou um país que também garante que ninguém fique sem comer.

A agricultura familiar responde a essa pergunta todos os dias. Ela alimenta o presente e, ao cuidar da terra e da água, cultiva o futuro. Fortalecê-la deixou de ser uma pauta apenas do campo. É a forma mais concreta de enfrentar a desigualdade, de manter viva a vida no interior e de garantir que a soberania do Brasil comece onde ela mais importa, que é na capacidade de alimentar o próprio povo. Celebrar o 25 de julho é reconhecer quem faz isso com as próprias mãos, e decidir que não vamos deixar essa gente sozinha de novo.

(*) Secretária Agrária Nacional do Partido dos Trabalhadores 

Fontes dos dados citados:

Estrutura, área, emprego e produção por alimento: IBGE, Censo Agropecuário 2017. • Saída e retorno do Brasil ao Mapa da Fome: FAO/ONU, relatórios SOFI 2025 e 2026. • Pronaf, PAA, PNAE (ampliação de 30% para 45%) e Plano Safra da Agricultura Familiar: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Agência Gov. e Agência Brasil. • Multifuncionalidade, biomas e agroecologia: Embrapa, portal temático Agricultura Familiar. • Década da Agricultura Familiar 2019–2028: ONU/FAO.

Nota: o valor do Plano Safra 2025/2026 foi arredondado para R$ 89 bilhões; recomenda-se conferir a cifra exata no anúncio oficial do MDA antes da publicação.

Publicação: ‘Celebrar a agricultura familiar é celebrar quem alimenta o Brasil’ – Partido dos Trabalhadores